Eu esperava a tua mão nas minhas
Eu esperava tuas palavras me chamando pra te acompanhar
Eu esperava teu sorriso que prometiam surpresas
Eu esperava por esperar
A caminhada a dois
As fotos a três
Teus dedos mexendo nos meus cabelos ao vento
Teu abraço quente
Minha orelha gelada
Tuas palavras carinhosas
Eu esperava pela noite a dois
Com o barulho da chuva
E a promessa de dias divertidos
Eu esperava pelo beijo aberto e não pelo toque fino, daqueles que são só para constar.
Eu esperava esquecer o dia a dia
Das noites frias
Em que você tão longe está
Esperava encontrar o teu verdadeiro eu, aquele que falava dos meus olhos que um dia fizeram teu sino tocar.
Eu esperava ficar efusiva, entertida, encantada, apaixonada.
Eu esperava a realidade dos meus sonhos
Mas o que tive foi o pesadelo do ano inteiro.
Eu esperava manter a esperança
Mas você nem nasceu.
Ops, nem eu!
Se esta espera não existe
E eu resisto ainda
A sonhar.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
domingo, 2 de janeiro de 2011
Algumas horas são bem estranhas
Sentimentos sobre ações que não te pertence.
Olhares curiosos
Fazem das horas eternas.
Como avaliar?
O negócio é meter os peitos
Lembrando, passado nunca se esquece.
Sempre se encontra alguém na esquina que fará questão de te lembrar.
Daquelas horas em que tudo parecia inocente.
As ações não te pertenciam
A autoria sim.
Tem preço?
Mas afinal, como avaliar se as horas são eternas?
Sentimentos sobre ações que não te pertence.
Olhares curiosos
Fazem das horas eternas.
Como avaliar?
O negócio é meter os peitos
Lembrando, passado nunca se esquece.
Sempre se encontra alguém na esquina que fará questão de te lembrar.
Daquelas horas em que tudo parecia inocente.
As ações não te pertenciam
A autoria sim.
Tem preço?
Mas afinal, como avaliar se as horas são eternas?
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Fui levada ao vento, mas de boas notícias
Tão raro neste mundo tão cheio de oportunidades
Mas pra que correr?
Se a onda me leva e eu flutuo, flutuo, sinto minhas pernas pesadas
Arranhadas
Cansadas.
O vento me trás esperanças, nem sei de que.
Não sei mais o que me anima
O que me angustia
Só o que eu deveria ser.
Mulher de sucesso
Boa mãe,
Boa esposa,
Boa amante, ops! A minha barriga não deixa.
Queria ser como aquelas atrizes que posam nas capas de revistas
Ter o mundo tão perfeito que uma noite em claro não faria diferença
O creme mais inovador
O Spa mais caro
E a felicidade seria instantanea.
O vento de boas notícias passou.
Trouxe mais ondas
E o que são as oportunidades senão o se jogar às ondas?
Tão raro neste mundo tão cheio de oportunidades
Mas pra que correr?
Se a onda me leva e eu flutuo, flutuo, sinto minhas pernas pesadas
Arranhadas
Cansadas.
O vento me trás esperanças, nem sei de que.
Não sei mais o que me anima
O que me angustia
Só o que eu deveria ser.
Mulher de sucesso
Boa mãe,
Boa esposa,
Boa amante, ops! A minha barriga não deixa.
Queria ser como aquelas atrizes que posam nas capas de revistas
Ter o mundo tão perfeito que uma noite em claro não faria diferença
O creme mais inovador
O Spa mais caro
E a felicidade seria instantanea.
O vento de boas notícias passou.
Trouxe mais ondas
E o que são as oportunidades senão o se jogar às ondas?
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Para o Maiquel.
Teus cabelos macios me vem a mente
Teu sorriso que só encontro em momentos raros
Tua boca que pede meus beijos que sedenta me preparo para alcançar.
Sonho com teus braços me envolvendo
e a cura para tua insônia chega em forma de desejo
Me preocupo com o despertador
E os kilometros rodados.
Fico sentada passando o tempo
Imaginando a tua entrada
Sentindo falta do abraço
Arrumando nosso ninho.
E senão fosse o bastante
Como alguém que encontrou a redenção
Não vejo nada além de estrelas
Na nossa vida em construção.
Teu sorriso que só encontro em momentos raros
Tua boca que pede meus beijos que sedenta me preparo para alcançar.
Sonho com teus braços me envolvendo
e a cura para tua insônia chega em forma de desejo
Me preocupo com o despertador
E os kilometros rodados.
Fico sentada passando o tempo
Imaginando a tua entrada
Sentindo falta do abraço
Arrumando nosso ninho.
E senão fosse o bastante
Como alguém que encontrou a redenção
Não vejo nada além de estrelas
Na nossa vida em construção.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Tem dias em que a música parece outra.
Nada anima.
Mas quando sem querer eu escuto a mesma música no rádio
Parece que o mundo vai acabar se eu não dançar.
Entre papéis e canetas
Me sinto como uma prisioneira
Será que se for ao banheiro não irei me perder?
E se na volta o pen drive cair?
A bateria ficar a 7%?
E eu numa rapidinha na cozinha
Entre chocolates e capuccinos,
a música já não será mais a mesma no meu dial...
Nada anima.
Mas quando sem querer eu escuto a mesma música no rádio
Parece que o mundo vai acabar se eu não dançar.
Entre papéis e canetas
Me sinto como uma prisioneira
Será que se for ao banheiro não irei me perder?
E se na volta o pen drive cair?
A bateria ficar a 7%?
E eu numa rapidinha na cozinha
Entre chocolates e capuccinos,
a música já não será mais a mesma no meu dial...
sábado, 28 de agosto de 2010
Não tenho para onde ir
Só me resta aceitar e lamentar.
Antes eu também não tinha
Faltava teu abraço, a tua comida.
Pra onde posso ir?
Qualquer lugar não terá teu sorriso
Teu discurso profético
Que me dava medo.
A tua solidão já não faz mais parte de mim.
Porque não tenho como te encontrar
Pelo menos, não agora.
Fico aqui, pensando nas opções
Acho que a falta delas, é que não me deixa ser feliz.
Se ao menos eu tivesse pra onde ir
Neste lugar onde eu pudesse encontrar o teu abraço.
Só me resta aceitar e lamentar.
Antes eu também não tinha
Faltava teu abraço, a tua comida.
Pra onde posso ir?
Qualquer lugar não terá teu sorriso
Teu discurso profético
Que me dava medo.
A tua solidão já não faz mais parte de mim.
Porque não tenho como te encontrar
Pelo menos, não agora.
Fico aqui, pensando nas opções
Acho que a falta delas, é que não me deixa ser feliz.
Se ao menos eu tivesse pra onde ir
Neste lugar onde eu pudesse encontrar o teu abraço.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Amamentação.
Fiquei sabendo pelo jornal VS que em Sapucaia do Sul as mães se reúnem para tirar suas dúvidas sobre a maternidade no Projeto Gestante – Mamãe e Bebê. Pois bem, fazia tempo que não percebia uma iniciativa tão útil quanto esta e fico ansiosa para ver uma iniciativa semelhante em São Leopoldo, cidade onde resido.
Ser mãe é tão complexo para mim quanto calcular os juros do cartão de crédito ou entender como funcionam as tarifas telefônicas. Eu, graduada e pós graduada demorei quase um mês para aprender a dar o seio a minha filha de forma que não me machucasse e eu sentisse o tal prazer que as mães dizem sentir.
Quando fiquei grávida, tomei como munição vários livros e muitos folders entregues pela minha médica. Todos falam essencialmente a mesma coisa, sobre assaduras, cólicas, refluxo, perda de peso inicial, dormência do primeiro mês de vida, depressão pós parto e claro, amamentação. Mas nenhum folder e nenhuma mãe mais experiente conta realmente como é a experiência. O fato é que mães de primeira viagem precisam na prática de alguém que as orientem quanto a pega do seio pelo bebê, pois a alimentação é o mais importante e o mais crítico, é no ato de amamentar que a mãe realmente se apaixona pelo seu filho e se cria um apego para a vida toda. Se não acontecer da forma prazerosa, será um martírio que encherá de culpa a nova mãe.
Neste processo de amamentação, todos dão palpites e a nova mãe, cansada e sem dormir, fica mais estressada com tantas pessoas a sua volta achando que estão ajudando, o que contribui significativamente para uma depressão. Desta maneira, vejo que a iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Social de Sapucaia do Sul em realizar estes encontros, possibilita a troca sem cobranças entre iguais, diminuindo assim a ansiedade e a culpa das jovens mães que acham que devem ser perfeitas na criação dos seus bebês esquecendo que tudo na vida é um aprendizado. Mamãe e bebê aprenderão juntos a melhor maneira, o principal já vem de berço, o instinto tanto de oferecer o leite materno quanto o de sugar.
Mas, não é só pelo ato de amamentar que a maternidade é complexa, toda a dedicação que a mãe deve ter com o seu bebê em seus primeiros meses de vida é uma rotina cansativa. Além das noites mal dormidas, a mãe perde a sua mobilidade. Ao contrário do pai que pode sair e voltar a hora que quiser, a mãe deve estar disponível a todo o momento para seu filho, o que causa em nós mulheres uma sensação de prisão, contrário a liberdade que tanto lutamos durante séculos. Poder compartilhar com outras mães sentimentos contraditórios, ajuda a manter sã a mente de quem passa por tantas mudanças em sua vida.
Hoje, minha filha tem pouco mais de três meses, aprendemos juntas que o momento de amamentar é só nosso e para mim é maravilhoso ter a pequena aninhada em meus braços sugando de mim o seu alimento. Sinto-me poderosa, porém se tivesse a oportunidade de compartilhar com outras mães a minha experiência, com certeza me sentiria amparada e tudo teria sido mais fácil.
Fiquei sabendo pelo jornal VS que em Sapucaia do Sul as mães se reúnem para tirar suas dúvidas sobre a maternidade no Projeto Gestante – Mamãe e Bebê. Pois bem, fazia tempo que não percebia uma iniciativa tão útil quanto esta e fico ansiosa para ver uma iniciativa semelhante em São Leopoldo, cidade onde resido.
Ser mãe é tão complexo para mim quanto calcular os juros do cartão de crédito ou entender como funcionam as tarifas telefônicas. Eu, graduada e pós graduada demorei quase um mês para aprender a dar o seio a minha filha de forma que não me machucasse e eu sentisse o tal prazer que as mães dizem sentir.
Quando fiquei grávida, tomei como munição vários livros e muitos folders entregues pela minha médica. Todos falam essencialmente a mesma coisa, sobre assaduras, cólicas, refluxo, perda de peso inicial, dormência do primeiro mês de vida, depressão pós parto e claro, amamentação. Mas nenhum folder e nenhuma mãe mais experiente conta realmente como é a experiência. O fato é que mães de primeira viagem precisam na prática de alguém que as orientem quanto a pega do seio pelo bebê, pois a alimentação é o mais importante e o mais crítico, é no ato de amamentar que a mãe realmente se apaixona pelo seu filho e se cria um apego para a vida toda. Se não acontecer da forma prazerosa, será um martírio que encherá de culpa a nova mãe.
Neste processo de amamentação, todos dão palpites e a nova mãe, cansada e sem dormir, fica mais estressada com tantas pessoas a sua volta achando que estão ajudando, o que contribui significativamente para uma depressão. Desta maneira, vejo que a iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Social de Sapucaia do Sul em realizar estes encontros, possibilita a troca sem cobranças entre iguais, diminuindo assim a ansiedade e a culpa das jovens mães que acham que devem ser perfeitas na criação dos seus bebês esquecendo que tudo na vida é um aprendizado. Mamãe e bebê aprenderão juntos a melhor maneira, o principal já vem de berço, o instinto tanto de oferecer o leite materno quanto o de sugar.
Mas, não é só pelo ato de amamentar que a maternidade é complexa, toda a dedicação que a mãe deve ter com o seu bebê em seus primeiros meses de vida é uma rotina cansativa. Além das noites mal dormidas, a mãe perde a sua mobilidade. Ao contrário do pai que pode sair e voltar a hora que quiser, a mãe deve estar disponível a todo o momento para seu filho, o que causa em nós mulheres uma sensação de prisão, contrário a liberdade que tanto lutamos durante séculos. Poder compartilhar com outras mães sentimentos contraditórios, ajuda a manter sã a mente de quem passa por tantas mudanças em sua vida.
Hoje, minha filha tem pouco mais de três meses, aprendemos juntas que o momento de amamentar é só nosso e para mim é maravilhoso ter a pequena aninhada em meus braços sugando de mim o seu alimento. Sinto-me poderosa, porém se tivesse a oportunidade de compartilhar com outras mães a minha experiência, com certeza me sentiria amparada e tudo teria sido mais fácil.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Papel em branco
Possibilidades restritas
Nossa história já veio escrita.
Somos comandados com poucas chances de espontaneidade.
Sabemos a linha a seguir
Ai! de quem olhar a esquerda.
Mil anos de castigo no quarto escuro.
Ainda bem que existe a visão periférica
Que me permite te ver.
De repente as amarras se soltam
Do nada, sem que estejamos prontos
Olho para os dois lados
E nenhum me agrada.
O que parecia tão distante
Agora é tão sem sal.
Volto aos preceitos
Encaro a realidade
te vejo ali
tao perto do que um dia quiseram pra mim.
Papel em branco que eu desenho colorido
Acreditando que a criatividade é minha.
Possibilidades restritas
Nossa história já veio escrita.
Somos comandados com poucas chances de espontaneidade.
Sabemos a linha a seguir
Ai! de quem olhar a esquerda.
Mil anos de castigo no quarto escuro.
Ainda bem que existe a visão periférica
Que me permite te ver.
De repente as amarras se soltam
Do nada, sem que estejamos prontos
Olho para os dois lados
E nenhum me agrada.
O que parecia tão distante
Agora é tão sem sal.
Volto aos preceitos
Encaro a realidade
te vejo ali
tao perto do que um dia quiseram pra mim.
Papel em branco que eu desenho colorido
Acreditando que a criatividade é minha.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
terça-feira, 20 de julho de 2010
Desacato.
Procurei um serviço prestado pelo governo, pago com o meu imposto, que aliás, no ano de 2010 além do que me é retido na fonte, me comeu mais alguns reais e me surpreendi ao ver em sua mesa uma plaquinha que além de me proibir de utilizar o celular no momento do atendimento, também me alertava que se eu desacatasse o funcionário público eu poderia ser presa, nem sabia que eram autoridades, mas sim profissionais que deveriam me atender de forma eficaz.
Me senti ofendida. Vemos todos os dias tantos serviços mal prestados, tantos absurdos, tanta má vontade em resolver os problemas do cidadão que aquilo estragou o meu dia. Fiquei me perguntando, e se eles fizerem pouco caso do meu problema? E se eles dificultarem? E se não forem pró ativos? E o pior, que é o que acontece com a maioria, ter seus problemas menosprezados por se ter poucos recursos, por ser humilde e sem informação. Já vi muitas pessoas com problemas simples de serem resolvidos, serem engolidos pelo sistema e terem a solução de seus problemas adiados anos e anos por causa de informações mal prestadas.
Não sei se esta plaquinha se encontra em todos os locais onde se atende o cidadão contribuinte, mas se virar padrão, vamos transformar estas pessoas em semi deuses.E então me pergunto se eu deveria fazer alguma coisa, se eu devia perguntar ao funcionário público a minha frente, o que aconteceria se eu fosse mal atendida, se eu me sentisse menosprezada. Certamente a resposta seria eu fazer uma reclamação formal e aguardar a solução, tudo com a maior calma do mundo, já que posso ser presa. E valeria a pena tal indisposição correndo o risco de cair na mão de quem tem acesso a todos os meus documentos, sabe onde moro, o que faço para viver e a minha renda?
A ofensa que não foi pessoal, que está disponível à mesa de um funcionário público, me fez refletir sobre como somos pequenos diante da máquina do estado e dos maus serviços prestados que são pagos por nós contribuintes. Lembrei naquele momento do meu contracheque e do dinheiro que deixei para o governo de graça, porque muito pouco usufruí ou usufruo dos tão falados bens sociais. Não ganhei casa do governo, não ganho cesta básica, não utilizo o SUS e não ganhei bolsa universidade e todas estas facilidades existentes para se estudar. Então, com não me sentir ofendida ao procurar um dos poucos serviços por mim utilizados ao ler que posso ser presa se desacatar um funcionário público? Fiquei com aquela sensação que temos quando assistimos ao espetáculo ruim, querendo o meu dinheiro de volta!
Procurei um serviço prestado pelo governo, pago com o meu imposto, que aliás, no ano de 2010 além do que me é retido na fonte, me comeu mais alguns reais e me surpreendi ao ver em sua mesa uma plaquinha que além de me proibir de utilizar o celular no momento do atendimento, também me alertava que se eu desacatasse o funcionário público eu poderia ser presa, nem sabia que eram autoridades, mas sim profissionais que deveriam me atender de forma eficaz.
Me senti ofendida. Vemos todos os dias tantos serviços mal prestados, tantos absurdos, tanta má vontade em resolver os problemas do cidadão que aquilo estragou o meu dia. Fiquei me perguntando, e se eles fizerem pouco caso do meu problema? E se eles dificultarem? E se não forem pró ativos? E o pior, que é o que acontece com a maioria, ter seus problemas menosprezados por se ter poucos recursos, por ser humilde e sem informação. Já vi muitas pessoas com problemas simples de serem resolvidos, serem engolidos pelo sistema e terem a solução de seus problemas adiados anos e anos por causa de informações mal prestadas.
Não sei se esta plaquinha se encontra em todos os locais onde se atende o cidadão contribuinte, mas se virar padrão, vamos transformar estas pessoas em semi deuses.E então me pergunto se eu deveria fazer alguma coisa, se eu devia perguntar ao funcionário público a minha frente, o que aconteceria se eu fosse mal atendida, se eu me sentisse menosprezada. Certamente a resposta seria eu fazer uma reclamação formal e aguardar a solução, tudo com a maior calma do mundo, já que posso ser presa. E valeria a pena tal indisposição correndo o risco de cair na mão de quem tem acesso a todos os meus documentos, sabe onde moro, o que faço para viver e a minha renda?
A ofensa que não foi pessoal, que está disponível à mesa de um funcionário público, me fez refletir sobre como somos pequenos diante da máquina do estado e dos maus serviços prestados que são pagos por nós contribuintes. Lembrei naquele momento do meu contracheque e do dinheiro que deixei para o governo de graça, porque muito pouco usufruí ou usufruo dos tão falados bens sociais. Não ganhei casa do governo, não ganho cesta básica, não utilizo o SUS e não ganhei bolsa universidade e todas estas facilidades existentes para se estudar. Então, com não me sentir ofendida ao procurar um dos poucos serviços por mim utilizados ao ler que posso ser presa se desacatar um funcionário público? Fiquei com aquela sensação que temos quando assistimos ao espetáculo ruim, querendo o meu dinheiro de volta!
sábado, 17 de julho de 2010
Arde, mas não deveria arder.
Momentos de solidão ao teu lado me fazem pequena.
Sinto que palavras não resolveriam
Nem teu olhar com pena.
Usufruo dos poucos carinhos
Achando que a culpa é minha
É chato ser mulherzinha
E se contentar com qualquer coisinha.
Pior é fingir superioridade, é ficar fingindo que tudo está bem.
Mas quando se está sozinha, se finge bem.
O problema é ao teu lado
Lidar com o desejo ardido e por ti não sentido.
Finjo que a vida vai ser bem longa
Para que as palavras não ponham fim no meu fingimento.
Ou será que finges também?
Momentos de solidão ao teu lado me fazem pequena.
Sinto que palavras não resolveriam
Nem teu olhar com pena.
Usufruo dos poucos carinhos
Achando que a culpa é minha
É chato ser mulherzinha
E se contentar com qualquer coisinha.
Pior é fingir superioridade, é ficar fingindo que tudo está bem.
Mas quando se está sozinha, se finge bem.
O problema é ao teu lado
Lidar com o desejo ardido e por ti não sentido.
Finjo que a vida vai ser bem longa
Para que as palavras não ponham fim no meu fingimento.
Ou será que finges também?
sexta-feira, 9 de julho de 2010
domingo, 27 de junho de 2010
Quem não passa muito por aqui deve estar se perguntando o que é a foto acima...ela representa a união de almas. A minha e a do meu companheiro.
Foi num dia 14 de novembro que finalmente unimos nossas almas. Compromisso sério, ainda mais para mim que já o abandonei duas vezes. Mas nesta vida, nos encontramos mais maduros, mas certos do que queríamos. Claro, depois dos 30 se tem muito mais certezas e uma delas é que não se deve perder tempo!
Lembro das primeiras vezes que o vi nesta vida, tinha um certo receio de me aproximar de qualquer maneira, algo inconsciente? Claro! As lembranças de outras vidas não são tão perfeitas. E acho que foi muito bom eu ter este receio, dele me parecer brabo e ficarmos distantes por muito tempo, porque se um dia nos olhassemos como homem e mulher, teria que ser sério, teria que ser pra sempre.
A vida a dois não é fácil, desistir é fácil. Mas o que é a vida senão tentativas de ser feliz? A Taís veio para confirmar o compromisso...menina linda. Chora muito na minha opinião de mãe de primeira viagem, mas dizem que é assim mesmo, passa...hahahhaa!
Então, união de almas, com o amor mais perfeito, com um homem que jurava que não existia...perfeito pra mim.
Amor, é um bom motivo pra cantar...como diria uma música...
Foi num dia 14 de novembro que finalmente unimos nossas almas. Compromisso sério, ainda mais para mim que já o abandonei duas vezes. Mas nesta vida, nos encontramos mais maduros, mas certos do que queríamos. Claro, depois dos 30 se tem muito mais certezas e uma delas é que não se deve perder tempo!
Lembro das primeiras vezes que o vi nesta vida, tinha um certo receio de me aproximar de qualquer maneira, algo inconsciente? Claro! As lembranças de outras vidas não são tão perfeitas. E acho que foi muito bom eu ter este receio, dele me parecer brabo e ficarmos distantes por muito tempo, porque se um dia nos olhassemos como homem e mulher, teria que ser sério, teria que ser pra sempre.
A vida a dois não é fácil, desistir é fácil. Mas o que é a vida senão tentativas de ser feliz? A Taís veio para confirmar o compromisso...menina linda. Chora muito na minha opinião de mãe de primeira viagem, mas dizem que é assim mesmo, passa...hahahhaa!
Então, união de almas, com o amor mais perfeito, com um homem que jurava que não existia...perfeito pra mim.
Amor, é um bom motivo pra cantar...como diria uma música...
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Viver com entusiasmo é ter Deus no coração, ou em si, ou qualquer coisa assim...
Me pergunto, como não viver com entusiasmo? Pra se viver bem, tem que se ter um pouco de motivação nem que seja para levantar!
Mas é fato que existem pessoas que literalmente se arrastam. Que deixam seus pequeninnos problemas atrapalharem seu dia e fazer com que a pena de si mesmo contamine todos a sua volta. Sinto pena. E de mim, quando percebo que estou fazendo o mesmo, me sinto pequena, muito pequena, pois a realidade me mostra todos os dias que não sou o centro das atenções, bem como diz aquela música..."o mundo é maior que o seu quarto"...hehe...mas voltando ao "causo", como é desanimador ver pessoas com trabalho, saúde e família, sem disposição, negando gestos simples de gentileza, sem um sorriso no rosto, reclamando de tudo...blé! Olhe pro lado e perceba que não existe cruz maior do que aquela que é capaz de carregar. Isto é ter entusiasmo, é ter fé no seu próprio Deus e coloca-lo em prática, fazer esta fé trabalhar para si mesmo, automaticamente.
Me pergunto, como não viver com entusiasmo? Pra se viver bem, tem que se ter um pouco de motivação nem que seja para levantar!
Mas é fato que existem pessoas que literalmente se arrastam. Que deixam seus pequeninnos problemas atrapalharem seu dia e fazer com que a pena de si mesmo contamine todos a sua volta. Sinto pena. E de mim, quando percebo que estou fazendo o mesmo, me sinto pequena, muito pequena, pois a realidade me mostra todos os dias que não sou o centro das atenções, bem como diz aquela música..."o mundo é maior que o seu quarto"...hehe...mas voltando ao "causo", como é desanimador ver pessoas com trabalho, saúde e família, sem disposição, negando gestos simples de gentileza, sem um sorriso no rosto, reclamando de tudo...blé! Olhe pro lado e perceba que não existe cruz maior do que aquela que é capaz de carregar. Isto é ter entusiasmo, é ter fé no seu próprio Deus e coloca-lo em prática, fazer esta fé trabalhar para si mesmo, automaticamente.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Agonia
Agonia é o presságio de velhos acontecimentos
É o novo com gostinho de velhas experiências
É o medo do que se imagina
É o medo do futuro
É a procura da coragem escondida.
Agonia é esperar.
É procurar na paisagem bons pensamentos
É esquecer o agora
É viver um futuro de pensamentos positivos
É ter pena de si mesma.
Agonia é achar força no outro.
É procurar um abraço quente.
É lamentar o não vivido
É se manter na linha de frente.
Agonia te tenta a procurar ajuda
Mas a ajuda não vem
Para ela, só a fé e esta vem em passos largos, tão largos quanto os acontecimentos.
Inenarráveis, incontestáveis e claros somente para quem quer ver.
Agonia é o medo da perda.
É a falta de controle
É a corrida para não sofrer.
É o novo com gostinho de velhas experiências
É o medo do que se imagina
É o medo do futuro
É a procura da coragem escondida.
Agonia é esperar.
É procurar na paisagem bons pensamentos
É esquecer o agora
É viver um futuro de pensamentos positivos
É ter pena de si mesma.
Agonia é achar força no outro.
É procurar um abraço quente.
É lamentar o não vivido
É se manter na linha de frente.
Agonia te tenta a procurar ajuda
Mas a ajuda não vem
Para ela, só a fé e esta vem em passos largos, tão largos quanto os acontecimentos.
Inenarráveis, incontestáveis e claros somente para quem quer ver.
Agonia é o medo da perda.
É a falta de controle
É a corrida para não sofrer.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Tô pensando
Tô sentindo
Tô adiando
Tô fazendo planos.
A hora tá chegando
E se pensa em um monte de coisas, que dão medo...
Só não dá medo saber que tem um fim
No fim desta linha que insisto acreditar que realmente existe
Você vai estar lá
E ai vem o pior
Como será te conhecer?
Incertezas
Melhor nem pensar
Mas eu tô pensando
Droga de inteligência esta que me deram
Não me poupa nem quando a função é mais básica
Que é amar você.
Tô sentindo
Tô adiando
Tô fazendo planos.
A hora tá chegando
E se pensa em um monte de coisas, que dão medo...
Só não dá medo saber que tem um fim
No fim desta linha que insisto acreditar que realmente existe
Você vai estar lá
E ai vem o pior
Como será te conhecer?
Incertezas
Melhor nem pensar
Mas eu tô pensando
Droga de inteligência esta que me deram
Não me poupa nem quando a função é mais básica
Que é amar você.
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