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segunda-feira, 7 de março de 2011

Perdi as esperanças
Agora me contento com algumas gotas

Me sinto presa
O limite é a estrada que não sei pra onde leva.

Ligo a luz
Mas ela não ilumina a verdade.

Perco o sono
Mas ele aparece oito horas depois.

Sinto saudade
E ela poderia estar perto.

Sinto fome
Do doce, do caldo, do alento, do desespero.

São oito cômodos
E não consigo ficar em nenhum.

Pior é lá fora onde sol não me esconde.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Desacato.

Procurei um serviço prestado pelo governo, pago com o meu imposto, que aliás, no ano de 2010 além do que me é retido na fonte, me comeu mais alguns reais e me surpreendi ao ver em sua mesa uma plaquinha que além de me proibir de utilizar o celular no momento do atendimento, também me alertava que se eu desacatasse o funcionário público eu poderia ser presa, nem sabia que eram autoridades, mas sim profissionais que deveriam me atender de forma eficaz.
Me senti ofendida. Vemos todos os dias tantos serviços mal prestados, tantos absurdos, tanta má vontade em resolver os problemas do cidadão que aquilo estragou o meu dia. Fiquei me perguntando, e se eles fizerem pouco caso do meu problema? E se eles dificultarem? E se não forem pró ativos? E o pior, que é o que acontece com a maioria, ter seus problemas menosprezados por se ter poucos recursos, por ser humilde e sem informação. Já vi muitas pessoas com problemas simples de serem resolvidos, serem engolidos pelo sistema e terem a solução de seus problemas adiados anos e anos por causa de informações mal prestadas.
Não sei se esta plaquinha se encontra em todos os locais onde se atende o cidadão contribuinte, mas se virar padrão, vamos transformar estas pessoas em semi deuses.E então me pergunto se eu deveria fazer alguma coisa, se eu devia perguntar ao funcionário público a minha frente, o que aconteceria se eu fosse mal atendida, se eu me sentisse menosprezada. Certamente a resposta seria eu fazer uma reclamação formal e aguardar a solução, tudo com a maior calma do mundo, já que posso ser presa. E valeria a pena tal indisposição correndo o risco de cair na mão de quem tem acesso a todos os meus documentos, sabe onde moro, o que faço para viver e a minha renda?
A ofensa que não foi pessoal, que está disponível à mesa de um funcionário público, me fez refletir sobre como somos pequenos diante da máquina do estado e dos maus serviços prestados que são pagos por nós contribuintes. Lembrei naquele momento do meu contracheque e do dinheiro que deixei para o governo de graça, porque muito pouco usufruí ou usufruo dos tão falados bens sociais. Não ganhei casa do governo, não ganho cesta básica, não utilizo o SUS e não ganhei bolsa universidade e todas estas facilidades existentes para se estudar. Então, com não me sentir ofendida ao procurar um dos poucos serviços por mim utilizados ao ler que posso ser presa se desacatar um funcionário público? Fiquei com aquela sensação que temos quando assistimos ao espetáculo ruim, querendo o meu dinheiro de volta!

sábado, 17 de julho de 2010

Arde, mas não deveria arder.
Momentos de solidão ao teu lado me fazem pequena.
Sinto que palavras não resolveriam
Nem teu olhar com pena.

Usufruo dos poucos carinhos
Achando que a culpa é minha
É chato ser mulherzinha
E se contentar com qualquer coisinha.

Pior é fingir superioridade, é ficar fingindo que tudo está bem.
Mas quando se está sozinha, se finge bem.

O problema é ao teu lado
Lidar com o desejo ardido e por ti não sentido.
Finjo que a vida vai ser bem longa
Para que as palavras não ponham fim no meu fingimento.
Ou será que finges também?

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Viver com entusiasmo é ter Deus no coração, ou em si, ou qualquer coisa assim...
Me pergunto, como não viver com entusiasmo? Pra se viver bem, tem que se ter um pouco de motivação nem que seja para levantar!
Mas é fato que existem pessoas que literalmente se arrastam. Que deixam seus pequeninnos problemas atrapalharem seu dia e fazer com que a pena de si mesmo contamine todos a sua volta. Sinto pena. E de mim, quando percebo que estou fazendo o mesmo, me sinto pequena, muito pequena, pois a realidade me mostra todos os dias que não sou o centro das atenções, bem como diz aquela música..."o mundo é maior que o seu quarto"...hehe...mas voltando ao "causo", como é desanimador ver pessoas com trabalho, saúde e família, sem disposição, negando gestos simples de gentileza, sem um sorriso no rosto, reclamando de tudo...blé! Olhe pro lado e perceba que não existe cruz maior do que aquela que é capaz de carregar. Isto é ter entusiasmo, é ter fé no seu próprio Deus e coloca-lo em prática, fazer esta fé trabalhar para si mesmo, automaticamente.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Agonia

Agonia é o presságio de velhos acontecimentos
É o novo com gostinho de velhas experiências
É o medo do que se imagina
É o medo do futuro
É a procura da coragem escondida.

Agonia é esperar.
É procurar na paisagem bons pensamentos
É esquecer o agora
É viver um futuro de pensamentos positivos
É ter pena de si mesma.

Agonia é achar força no outro.
É procurar um abraço quente.
É lamentar o não vivido
É se manter na linha de frente.

Agonia te tenta a procurar ajuda
Mas a ajuda não vem
Para ela, só a fé e esta vem em passos largos, tão largos quanto os acontecimentos.
Inenarráveis, incontestáveis e claros somente para quem quer ver.

Agonia é o medo da perda.
É a falta de controle
É a corrida para não sofrer.

sábado, 27 de março de 2010

Você me olha mas não me vê.
Meus sentidos estão todos voltados para você.
E eu espero uma resposta.

Meu rosto mostra marcas de ansiedade.
Tuas mãos se voltam para o lado contrário
E eu me fecho.

Penso nos teus motivos
Mas insisto em crer que os meus são mais fortes,
existe razão para não me entregar?
Ou será que o meu presente virou punição?

Aproveito teu bom tratamento
Para me iludir.
Então, por alguns momentos tenho a sensação de que sou o objeto do teu afeto.

Vou e volto nas lembranças,
tento me convencer que agora são só momentos em que a carência não me falta,
mas que também não me faz falta você.

sábado, 15 de agosto de 2009

Aprovo os desalmados e sem coração
Aqueles que fazem da sua insensibilidade um caminho de vida.
Dos que olham frios e gélidos para a fome
E conseguem rir do que não entendem.

Gosto dos que tenho receio de conhecer mais de perto.
Dos que tem olhos profundos e a alma machucada.
Dos que pensam que suas dores são as maiores do mundo mesmo que tenham tudo que invejo.
Aprovo os atos falhos de quem só sabe perdoar a si mesmo.

Quero a condecendência da minha história
E o entendimento da minha pureza.
Gostaria de ter o poder de voar
E assim te enxergar de cima.
Jogar rosas com bilhetes brancos
E ver você não dar a mínima
Porque afinal, você não tem um coração.

Aprovo a esperança em mim
De horas de esquecimento
De camas quentes e novidades efervecentes
De esquecimentos fáceis e nada furtivos.

Quero um radar eterno para que nunca me percas
E quando eu achar que estou em território inimigo, você me salvar.
Mesmo com o seu coração gélido
Que ama o que não entende
E ainda consegue rir de si mesmo.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Algumas pessoas estão sozinhas.
Outras, como eu, são sozinhas.
Continuam caminhando
Mantém seus sonhos
Fazem a coisa certa
Mas mesmo com raiva
Não encontram o que procuram.

O que resta senão esperar um cuidado
Um carinho
Alheio
Tendo fé.
Cansando
Levantando
E seguindo em frente.


Algumas pessoas se sentem sozinhas
Outros tem sempre alguém por perto, como eu.
Algumas pessoas levantam a cabeça
Eu olho o chão
Esperando a rocha me acertar.

domingo, 5 de abril de 2009

Uma mulher pode sim beijar outra pele feminia, na sua delicadeza, no seu cheiro próprio, nas suas características, na suas marcas que contém aquela história de vida a ser desvendada. Tudo isso não tem sexo, não tem conceito, não tem explicação. Isto não é genérico, é apenas a incrivel vontade de amar que move os seres humanos. É um desejo intenso que a um toque pode te levar ao céu mais estrelado e ao mais íntimo dos segredos.

O gosto de uma mulher te faz nunca mais esquecer do quanto é importante admirar alguém pelo conjunto da obra e não somente por momentos fulgazes de prazer.

Uma mulher é um poço de intensas contradições e sentimentos escondidos. Nem mesmo ela sabe o que tem dentro de si. E esta ânsia por conhecer a si mesma, faz com que procure empaticamente desvendar-se em outras mulheres.

Acredito que isso possa ocorrer porque o amor não tem sexo, não tem identidade, não tem CPF, acredito mesmo, na pureza das almas e no encontro de histórias que se traçam e se reconhecem com um olhar. E isto, não tem regra, somente o profundo desejo, um tesão diferente que poucos já sentiram.

Esta vontade de se reconhecer é algo que acontece com paixão e não tem nada a ver com um corpo bonito ou um olhar sensual, tem a ver com o que você faz com o seu corpo e como você vê a outra pessoa.

Este encontro de almas, nada tem a ver com transas passageiras que servem somente para aliviar frustrações de quem não sente alegria na vida. Este encontro de almas tem mais a ver com algo divino.

Pude aceitando essas minhas idéias bobas, clarear meus conceitos sobre sentimentos que é mais fácil negar.


Amar com paixão, ao contrário do que dizem, não é fulgás, ela é sim intensa, verdadeira, profunda e eletrizante!
Quem já não cometeu loucuras por uma grande paixão, naquele começinho de namoro, quando tudo é novidade, até muros já foram pulados. A paixão, tem uma grande chance de se tornar um grande amor, mas o amor, sem a paixão não acontece, não rola, não se mantém.
Até o tesão é diferente quando se está apaixonada. Com requintes de admiração, desejo e uma incrivel vontade de descobrir o que se esconde por trás de uma simples personalidade. É impulso, é energia, é vibração. As pessoas se sentem mais fortes, mais audaciosas, mas encantadoras quando estão apaixonadas.
Não falo somente das paixões carnais, falo da paixão que move as pessoas atrás dos objetivos e estes devem ser desafiadores e com uma grande possibilidade de recompensa.
Então, essa grande vontade de decifrar o outro lado por diversos motivos, não me deixa entender o sexo sem que haja um profundo interesse naquela pessoa pelo seu conjunto, pelo que ela representa. E isto não tem gênero, só respeito e cumplicidade.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Coisas que me irritam:

Que façam exatamente coisas que me irritam. Tento pensar que não é de propósito, que não é em sã consciência...mas as vezes tenho dúvidas.

Será que é tão bom irritar alguém de propósito?

Vou começar a experimentar. Talvez assim me torne tão monstruosa a ponto de merecer a dor no estômago que me dá quando me tiram do sério.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Algumas coisas deste mundo são dureza. Como a culpa e a defesa.
A culpa nunca vem sozinha...ela vem recheada de lembranças e pensamentos do tipo "onde eu podia ter feito diferente". Ela é dura, implacável...por isso é tão bom ter pena, pena de si mesmo.
As vezes a culpa se confunde com justificativas para os erros, porque a ilusão é o doce de quem erra. Mas a verdade, é que uma hora a vida cobra, ela bate a sua porta com mãos pesadas e voz inquisidora.
A defesa é a desculpa pra tudo, pois ela nos exime dos pecados e por ela temos a desculpa da sobrevivencia...
As vezes fico braba com meus erros e fico braba pelos erros alheios...que direito eu tenho? No meu mundo, meus direitos são amplos, no meu mundo eu reino e no meu mundo só eu posso mandar.
E a culpa lá não existe, porque a minha sobrevivência é muito mais importante.
A solidão é o destino de quem se culpa e de quem tenta sobreviver sobrepondo os outros, mas eu penso que a culpa é um carma que eu tenho certeza que um dia se acabará...e será libertador...mas e a defesa? Essa ainda existirá? Somente senão houver perdão. E perdoar, é para poucos.
Aliás, acredito friamente que as vezes seria melhor não receber perdão. Porque quem recebe se sente tão pequeno, tão imaturo, tão nada! Se o outro lado jurasse vingança eterna, as vezes penso que seria melhor, ai então estariamos aceitando o castigo ou partiríamos para aquela defesa, onde tudo é justificável.
O resultado de tudo isto? Um grande carma que se carrega por muitas vidas onde só laços de sangue podem resolver.
Eu pessoalmente, acredito nisto. Sei que criei vários carmas. Resgato alguns, cobro de outros, cobro de mim mesma.
Onde vai parar tudo isso? Não sei ao certo, mas as vezes o que eu mais queria, era um colo limpo, puro sem laços, um amor sem cobranças, de uma mãe boa que se doa para os filhos. Um amor fraternal, onde eu pudesse deitar minha cabeça e apenas sentir os dedos nos meus cabelos e uma voz doce, feminina de entendimento e compaixão.
Se o céu existe quero me encontrar por lá.