terça-feira, 3 de janeiro de 2012

E assim vai
Nada de errado
Só a vida no seu curso
E eu mais uma me achando única.

E assim continua
Pensando no amanhã
Iludida com a mudança do ontem
E pensando no que será...

E nada de errado
Cadê a voz ativa?
Se perdeu em mais um cartão.

Existe o tal do coração?
Ele sabe do ontem e do amanhã.
Só não entende o hoje,
o único que ele pode emocionar.

E assim tudo para
Mesmo que a vida siga
E o destino me manda pro canto
Dizendo que não há voltas, só acordos.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011


O que é o tempo, senão o conta gotas que me consome?

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Sapatos - 19/12/09

Não tenho sapatos
Todos fugiram para longe
Onde os sonhos se concretizam
E a realidade não existe.

Os sapatos queriam me levar
Mas as contas não deixaram.
E a moral me acabou
E a reflexão me surpreendeu
Meus sapatos foram então embora.

Não tenho mais sapatos
Só pés calejados esperando por misericórdia
Que o dia acorde em paz
E eu siga um caminho de poucas mágoas e apenas um sapato.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Reflexões

Não gosto de Bob Dylan, mas gosto de Neil Young (não perguntem o que uma coisa tem a ver com a outra).
Gosto de todas as músicas dos anos 80, menos Hard Rock, pois este é um estilo de vida. No meu mundo imaginário sou vocalista da Heart.
Não acho a Natalie Portman tudo isso, mas em Cisne Negro ela arrasou.
Também não acho o Brad Pitt bonito, mas pegaria a mulher dele :P
...adoro novela, cresci em frente a tv e já chorei pela Madonna.
Minha noite perfeita é um show de banda local, estilo adolescente com cerveja gelada e uma pina colada pra lembrar que também sou criança.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Não espere surpresas. Você não é especial e ele sabe disto.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Me achei perdida.
Olhando para os lados sem saber para onde ir.
Nos bolsos nem a agenda
Com nomes que um dia conheci.
Busco nas arvores noção do tempo
Mas no balanço das folhas, mais me perco.
Encaro sol como um desafio
Pensando em como seria a chuva
Ácida, fria, intensa,
lembro que um dia fui assim.
Olho para os lados novamente para ver rostos familiares
Mas não vejo ninguém que queira ser visto.
Procuro nas calçadas sinais de infância
Mas só encontro o tempo futuro.
Me abraço como querendo um carinho
E sigo...cabelo preso, olhos vivos e nenhuma certeza de onde vim.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Te perdi durante horas
Te achei nos meus minutos,
guardados, amarrados, suados.
Te vejo puro, sorrindo
Me consumindo.

Quero ficar contigo
Todos os dias
É o melhor da minha vida.

Te perco nos meus problemas
Que anseiam pelo futuro
Que nunca chega.

Teu consumo é alto
Meu futuro é claro
É ao teu lado.

O pisca do teu carro não é opcional.

Essa foi de 09/01/10.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Perdi as esperanças
Agora me contento com algumas gotas

Me sinto presa
O limite é a estrada que não sei pra onde leva.

Ligo a luz
Mas ela não ilumina a verdade.

Perco o sono
Mas ele aparece oito horas depois.

Sinto saudade
E ela poderia estar perto.

Sinto fome
Do doce, do caldo, do alento, do desespero.

São oito cômodos
E não consigo ficar em nenhum.

Pior é lá fora onde sol não me esconde.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Black Swan

Falar que o filme Cisne Negro é maravilhoso, é pouco. Este é um filme que só toca as pessoas sensíveis, mas principalmente as mulheres que foram criadas somente pela mãe. Apesar da sutileza com que algumas situações foram tratadas, quem passou por isto percebe que o bom tom está longe de regrar esta relação conturbada e que está sempre no limite do amor , ódio e culpa.
Quem em sã consciência, fora de uma sala terapêutica admite que muitas vezes odiou a própria mãe sem sentir uma culpa enorme, que os pensamentos adolescentes fazem com que esquecemos que a vida é assim desde que nascemos é um eterno corte do cordão umbilical?
O filme mostra a libertação de uma jovem que consegue não só cortar este cordão, mas como também crescer como pessoa, através de um desafio na sua profissão. Ela é bailarina, mas poderia ser médica, policial, pedreira, administradora, doméstica. O balé proporcionou ao filme, uma linguagem poética sem ser aquela história arrastada, que chega ser cansativo de tão enrolado, como alguns filmes do gênero parecem ter como regra. Ao contrário, o Cisne Negro consegue contar em duas horas um pouco de cada nuance, de maneira intensa em que nenhuma cena é um desperdício para o telespectador.
Para nós mulheres que crescemos com nossas mães, tentando não nos sentir culpadas pelo nosso sucesso, atendendo expectativas infundadas, cobranças que só as mais inteligentes entendem, o filme é uma libertação individual. Onde qualquer uma de nós pode assumir sua personalidade, sua sorte, sua história e seu futuro com promessa de surpresas e desafios que conseguiremos encarar. Em um dos diálogos o mentor diz a Nina que o seu inimigo estava dentro dela. É a verdade absoluta, nos libertar das escolhas dos outros é a mais difícil escolha e a mais importante para se ser feliz.
Quando nasce o Cisne Negro, o cisne branco morre. Não precisa ser assim, aliás, temos que ser capazes de assumir vários papéis. Mas o filme era poético, sublime, e para Nina ser livre, ela teve que matar seu cisne branco, assim como muitas de nós passamos a vida inteira tentando esconder nosso cisne negro.
Mas de qualquer maneira, ver na tela o crescimento daquela mulher, me faz refletir sobre a responsabilidade de ser mãe e principalmente, a me preparar para o dia em que a minha Nina, girará e abrirá suas lindas asas negras, prontas para voar para longe. Espero que meus olhos úmidos carreguem a esperança de que um dia ela irá visitar e eu tenha passado a ela, a coragem de ser quem é, seja com asas brancas, negras, azuis, vermelhas...

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Sem dúvida é muito bom nutrir carinho por alguém mesmo distante.
Desejar coisas boas, tras muitos mais benefícios a quem nutre calor no coração, do que para quem de longe, é acarinhado.
Não se leva nada desta vida...mas se deixa muitas lembranças.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Decepção, desilusão

Existe alguma linha que separe a expectativa da realidade? Fico me perguntando em que ponto cheguei e se valeu a pena ficar resignada, tendo como prêmio o amor escolhido, alimentado, encontrado.
Fico me contentando com migalhas, que vem quando eu menos espero. Tento ser forte, indiferente para não demonstrar efusividade e assustar quem esta comigo, mas é fato que a minha natureza grita todos os dias que amar é muito mais que pagar contas e compartilhar a rotina.
Sinto falta dos olhos nos olhos, dos abraços sem hora marcada, do calor do peito que sei que existe, mas que talvez eu não tenha o talento para acender.
Fico me perguntando onde me encaixo em tudo isto, tentando entender porque a falta de atenção, carinho, paixão me fazem diferença, eu que nunca tive muito e sempre esperei pouco, procurando no mundo a minha volta, motivos pra voltar pra casa e tentar ser feliz.
É um castigo a minha realidade, por vezes ter rejeitado a quem tanto me amava e queria o mesmo do que eu tanto anseio hoje?
O medo deste castigo me faz ficar arredia, sonhando, esperando, me decepcionando.
Não sou convencida e tenho baixa auto estima, mas os fatos sinalizam para um prêmio na estante, daqueles móveis que só falam na hora certa, só respiram quando não incomodam ninguém e por vezes recebe flores como sinal de desculpas não sentidas, é só pra tudo ficar bem.
Fui esquecida na masmorra. Não podia ir ao banheiro, não podia ter fome, não podia amar. Só me restava escutar as risadas ao longe, torcendo que sobrasse um pouco de assunto para mim.
A esperança veio em palavras doces e cruéis, que diziam que eu deixava saudades. O perfume no meu corpo se tornou podre e o meu coração amargo, machucado, perdido.
Não sei qual caminho a seguir, mas encontro dentro dos armários, remédios que me tiram a dor e me fazem sonhar. Neles encontro meu pai, minha mãe, minha avó. Eles fazem um ninho, cheio de irmãos que não tive, todos me esperam felizes, querendo a minha presença e não só a minha estada num quarto vazio, onde eu ficaria esperando a hora do jantar.
Imaginei mil vezes aquela cena. Ela é um espelho do que esperava para um fim de tarde. Eu, meu anjo e meu amor, aquele que escolhi pra vida toda. Mas eu não sou seu sonho de consumo, não o completo, não lhe dou amor, não faço boa companhia. Sou um bichinho que de vez em quando ganha carinho e sou levada pra passear com cafés da manhã de princesas ou tardes no shopping.
Seria tão mais simples me perguntar do que mergulhar na cerveja e me deixar brincar.
Seria tão mais fácil me amar, me acarinhar, me tratar...seria mais fácil, se eu fosse para sempre. Mas não sou.
Afinal, o que sou? Para mim, alguém especial que merece mais do que um simples Boa Noite, to ali embaixo.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Eu esperava a tua mão nas minhas
Eu esperava tuas palavras me chamando pra te acompanhar
Eu esperava teu sorriso que prometiam surpresas
Eu esperava por esperar
A caminhada a dois
As fotos a três
Teus dedos mexendo nos meus cabelos ao vento
Teu abraço quente
Minha orelha gelada
Tuas palavras carinhosas
Eu esperava pela noite a dois
Com o barulho da chuva
E a promessa de dias divertidos
Eu esperava pelo beijo aberto e não pelo toque fino, daqueles que são só para constar.
Eu esperava esquecer o dia a dia
Das noites frias
Em que você tão longe está
Esperava encontrar o teu verdadeiro eu, aquele que falava dos meus olhos que um dia fizeram teu sino tocar.
Eu esperava ficar efusiva, entertida, encantada, apaixonada.
Eu esperava a realidade dos meus sonhos
Mas o que tive foi o pesadelo do ano inteiro.
Eu esperava manter a esperança
Mas você nem nasceu.
Ops, nem eu!
Se esta espera não existe
E eu resisto ainda
A sonhar.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Algumas horas são bem estranhas
Sentimentos sobre ações que não te pertence.
Olhares curiosos
Fazem das horas eternas.

Como avaliar?
O negócio é meter os peitos
Lembrando, passado nunca se esquece.
Sempre se encontra alguém na esquina que fará questão de te lembrar.

Daquelas horas em que tudo parecia inocente.
As ações não te pertenciam
A autoria sim.

Tem preço?
Mas afinal, como avaliar se as horas são eternas?

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Fui levada ao vento, mas de boas notícias
Tão raro neste mundo tão cheio de oportunidades
Mas pra que correr?
Se a onda me leva e eu flutuo, flutuo, sinto minhas pernas pesadas
Arranhadas
Cansadas.

O vento me trás esperanças, nem sei de que.
Não sei mais o que me anima
O que me angustia
Só o que eu deveria ser.
Mulher de sucesso
Boa mãe,
Boa esposa,
Boa amante, ops! A minha barriga não deixa.

Queria ser como aquelas atrizes que posam nas capas de revistas
Ter o mundo tão perfeito que uma noite em claro não faria diferença
O creme mais inovador
O Spa mais caro
E a felicidade seria instantanea.

O vento de boas notícias passou.
Trouxe mais ondas
E o que são as oportunidades senão o se jogar às ondas?

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Quando fico inspirada, estou longe do computador...

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Para o Maiquel.

Teus cabelos macios me vem a mente
Teu sorriso que só encontro em momentos raros
Tua boca que pede meus beijos que sedenta me preparo para alcançar.

Sonho com teus braços me envolvendo
e a cura para tua insônia chega em forma de desejo
Me preocupo com o despertador
E os kilometros rodados.

Fico sentada passando o tempo
Imaginando a tua entrada
Sentindo falta do abraço
Arrumando nosso ninho.

E senão fosse o bastante
Como alguém que encontrou a redenção
Não vejo nada além de estrelas
Na nossa vida em construção.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Tem dias em que a música parece outra.
Nada anima.
Mas quando sem querer eu escuto a mesma música no rádio
Parece que o mundo vai acabar se eu não dançar.
Entre papéis e canetas
Me sinto como uma prisioneira
Será que se for ao banheiro não irei me perder?
E se na volta o pen drive cair?
A bateria ficar a 7%?
E eu numa rapidinha na cozinha
Entre chocolates e capuccinos,
a música já não será mais a mesma no meu dial...

sábado, 28 de agosto de 2010

Não tenho para onde ir
Só me resta aceitar e lamentar.
Antes eu também não tinha
Faltava teu abraço, a tua comida.

Pra onde posso ir?
Qualquer lugar não terá teu sorriso
Teu discurso profético
Que me dava medo.

A tua solidão já não faz mais parte de mim.
Porque não tenho como te encontrar
Pelo menos, não agora.

Fico aqui, pensando nas opções
Acho que a falta delas, é que não me deixa ser feliz.

Se ao menos eu tivesse pra onde ir
Neste lugar onde eu pudesse encontrar o teu abraço.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Amamentação.

Fiquei sabendo pelo jornal VS que em Sapucaia do Sul as mães se reúnem para tirar suas dúvidas sobre a maternidade no Projeto Gestante – Mamãe e Bebê. Pois bem, fazia tempo que não percebia uma iniciativa tão útil quanto esta e fico ansiosa para ver uma iniciativa semelhante em São Leopoldo, cidade onde resido.
Ser mãe é tão complexo para mim quanto calcular os juros do cartão de crédito ou entender como funcionam as tarifas telefônicas. Eu, graduada e pós graduada demorei quase um mês para aprender a dar o seio a minha filha de forma que não me machucasse e eu sentisse o tal prazer que as mães dizem sentir.
Quando fiquei grávida, tomei como munição vários livros e muitos folders entregues pela minha médica. Todos falam essencialmente a mesma coisa, sobre assaduras, cólicas, refluxo, perda de peso inicial, dormência do primeiro mês de vida, depressão pós parto e claro, amamentação. Mas nenhum folder e nenhuma mãe mais experiente conta realmente como é a experiência. O fato é que mães de primeira viagem precisam na prática de alguém que as orientem quanto a pega do seio pelo bebê, pois a alimentação é o mais importante e o mais crítico, é no ato de amamentar que a mãe realmente se apaixona pelo seu filho e se cria um apego para a vida toda. Se não acontecer da forma prazerosa, será um martírio que encherá de culpa a nova mãe.
Neste processo de amamentação, todos dão palpites e a nova mãe, cansada e sem dormir, fica mais estressada com tantas pessoas a sua volta achando que estão ajudando, o que contribui significativamente para uma depressão. Desta maneira, vejo que a iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Social de Sapucaia do Sul em realizar estes encontros, possibilita a troca sem cobranças entre iguais, diminuindo assim a ansiedade e a culpa das jovens mães que acham que devem ser perfeitas na criação dos seus bebês esquecendo que tudo na vida é um aprendizado. Mamãe e bebê aprenderão juntos a melhor maneira, o principal já vem de berço, o instinto tanto de oferecer o leite materno quanto o de sugar.
Mas, não é só pelo ato de amamentar que a maternidade é complexa, toda a dedicação que a mãe deve ter com o seu bebê em seus primeiros meses de vida é uma rotina cansativa. Além das noites mal dormidas, a mãe perde a sua mobilidade. Ao contrário do pai que pode sair e voltar a hora que quiser, a mãe deve estar disponível a todo o momento para seu filho, o que causa em nós mulheres uma sensação de prisão, contrário a liberdade que tanto lutamos durante séculos. Poder compartilhar com outras mães sentimentos contraditórios, ajuda a manter sã a mente de quem passa por tantas mudanças em sua vida.
Hoje, minha filha tem pouco mais de três meses, aprendemos juntas que o momento de amamentar é só nosso e para mim é maravilhoso ter a pequena aninhada em meus braços sugando de mim o seu alimento. Sinto-me poderosa, porém se tivesse a oportunidade de compartilhar com outras mães a minha experiência, com certeza me sentiria amparada e tudo teria sido mais fácil.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010